Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Resume

Mais de 20 anos de experiência nas áreas de administração, finanças, fiscal, comércio exterior, relações internacionais, Atuação em administração de projetos, marketing, vendas e planejamento estratégico.

Trajetória
Iniciou atuando com commodities em São Paulo, operando com hedgings no mercado de opções na bolsa de New York, e exportando e importando matéria-prima para o Grupo Santista. Nos anos 90 residindo em Rotterdam e Londres, desenvolveu um trabalho pioneiro de venda direta de frutas tropicais a supermercados ingleses, abrindo novos mercados na Europa e nos Estados Unidos. De volta a São Paulo, passou pela Nike, sob licença da Alpargatas Argentina, onde participou do período de maior faturamento da marca no Brasil - superior a US$ 120 milhões anuais - na segunda metade dos anos 90, à frente da gerência de administração de vendas, supervisionando o faturamento e a logística dos pedidos de representantes regionais no Brasil. Atuou também num projeto de carcinicultura voltado para exportação.

Diretor financeiro de indústria farmacêutica no Rio de Janeiro, até Fevereiro 2009, responsável pelas finanças, controladoria, planejamento tributário, e fluxo de caixa dos investimentos. Assumiu o cargo em 2005 com a empresa deficitária e em menos de dois anos re-estruturou custos e processos transformando-a numa empresa lucrativa e abrindo caminho para novos investimentos e expansão no mercado externo.

Histórico Profissional

2005 - 2009 Diffucap-Chemobras Industria Química Ltda., Rio de Janeiro-RJ
Diretor-Administrativo Financeiro
• Responsável pela administração e finanças.
• Responsável pela estruturação contábil, planejamento fiscal e controladoria.
• Gestor de financiamento e resultados
• Viagens mensais ao exterior e reuniões com acionistas.
• Contratos com laboratórios.

2000-2004 Ceará Pesca e Exportação Ltda., Fortaleza-CE
Gerente Administrativo-Financeiro Projeto Carcinicultura
• Exportação
• Responsabilidade pelo controle administrativo financeiro






1994-1999 Nike Brasil , São Paulo, SP
Gerente de Administração de Vendas – Serviço a Clientes
• Footline, licenciada Nike, concedida a Alpargatas Argentina, de 1994 ao final do contrato, em 1999.
• Gerente Administrativo de Vendas, supervisionando as representações regionais brasileiras, controlando faturamento, distribuição e priorização de pedidos. Viagens a matriz em Portland, Oregon.
• Atendimento e Serviço ao cliente, para assegurar o cumprimento apropriado dos objetivos da companhia.
• Faturamento médio anual: US$ 120 milhões.
• Integração às estratégias de marketing e de marca.

1991-1994 Frunorte – Frutas do Nordeste Ltda, Rotterdam, The Netherlands
Gerente de Exportação
• Recebimento de embarques, distribuição a atacadistas no porto de Rotterdam e no Reino Unido.
• Visita aos clientes, supermercados ingleses, relatórios de produto e financeiros, controles de preço, abertura de novos mercados.
• Exportações anuais: U$ 1,2 milhões.
• Participação em feiras e exposições de alimentos.

1988-1991 Grupo Bunge Santista-Sanbra, São Paulo, SP
Analista Internacional
• Trader de contratos de algodão na bolsa de commodities em Nova York, responsável pelos hedges das operações têxteis da Santista, comprando e vendendo no mercado de opções.
• Sob supervisão de superiores, com função destinada a proteger as flutuações de preço, fazendo cobertura de contratos do Grupo América do Sul e na matriz na Bélgica-Luxemburgo.

1985-1986 BID Banco Mundial – Secretaria de Planejamento e Finanças do RN
Analista econômico - Temporário
Contratado pelo Banco para preparar relatório de recursos financeiros outorgados às autoridades públicas aplicados na indústria pesqueira do nordeste. A pesquisa orientou empréstimos subseqüentes nesta área.

Educação
Universidade Federal do rio Grande do Norte, Natal, RN
Bacharel em Economia - 1988
• Finanças Empresariais – Curso de extensão
FGV - Fundação Getúlio Vargas, 2005
• Cardinal Newman College
Buenos Aires, Argentina, 1978








Habilidades em Gestão

• Domínio de relações comerciais no mercado internacional
• Capacidade analítica de cenários
• Gestor de custos, administração e estruturas.
• Experiência no Brasil e no exterior.
• Atualizado com o desenvolvimento do Mercosul.
• Tributos, Lucro Real, IR, ICMS
• Especializado em relatórios gerenciais.
• Experiência com logística de distribuição
• Experiência em marketing e cuidados com nome e marca.
• Experiência em estratégias de vendas internas e externas.
• Orçamento e planejamento.
• Foco centrado em metas e objetivos de longo prazo.

Outros Conhecimentos

• Sistemas, softwares e programas de rede e acompanhamento logístico.
• Sapiens, Prosoft, Logix, Informix, Office, SQL, Xml, SAP
• Piloto Privado, habilitação IFR e diversos conhecimentos náuticos e aeronáuticos.

Nascimento: 11/07/1960
Nacionalidade: Brasileira
Estado Civil: Casado, uma filha.

Luis Kmentt Jr.
kmentt@yahoo.com
55-17-3632-6125
55-17-8156-4591

Segunda-feira, Abril 14, 2008

Rapidinhas - Yucatan

Quando os espanhois chegaram por primeira vez na peninsula do Mexico, um indio os recebeu dizendo somente: 'Yucatan'. Os espanhois nao entenderam. Anos depois descobriu-se que na lingua indigena 'Yucatan' quer dizer: 'Eu nao sou daqui'.
Pequenas delicias que escuto na radio Millenium FM, de Buenos Aires.

Quinta-feira, Novembro 01, 2007

Vida Após a Morte

(A pedido de Luma esta é a versão em português)

No livro “O Mochileiro das Galaxias”, de Douglas Adams, um servidor da prefeitura de Liverpool com megafone na mão e dirigindo uma excavadeira está prestes a demolir uma residência. Anuncia que a família tem 15 minutos para deixar o lar, pois o aviso de despejo pela passagem da rodovia tinha sido publicado em jornais de todo o país.

Minutos depois um estrondo cobre os céus com uma imensa nave espacial do tipo “Independence Day”, e se escuta por rádios am/fm/tv do mundo uma voz extraterrestre traduzida que diz que os humanos tem 15 minutos para deixar a Terra antes dela ser destruída, pois por aqui passará a nova via intergaláctica. Após segundos de incrédulo silencio parece que alguém conseguiu fazer contato de alguma forma com a nave suplicando misericórdia, e a voz: “Como não sabiam? Não é desculpa, o plano da via foi amplamente divulgado e publicado em boletins por todas as galáxias da região!”

Cômico. Entretanto não acho que isso contradiga as perspectivas de evolução. Seria ignorância julgar uma raça pelas ações de um grupo. Uma tripulação de uma nave tem objetivos fixos como coletar pedras, fotografar na primeira exploração, o tempo depois abrirá caminhos para o resto. Quando um carro passa por um vilarejo ignorando os locais só para abastecer combustível e seguir viagem, entende-se que os objetivos são outros, diversão, turismo, etc. Ao mesmo tempo existem outras pessoas de um centro urbano, Chicago por exemplo, que se dedicam a estudar e melhorar as condições de vida desse vilarejo. Isso em nossa sociedade arqui-primitiva, pelo que podemos esperar de seres evoluídos uma relação altruísta similar.

Temos uma curiosidade histórica notável, nos já falecidos, nos povos, nas múmias, queremos saber tudo sobre o passado. Somos impotentes, mas se pudéssemos ressuscitaríamos a todos, julgaríamos os mortos e reconstruiríamos seu dna para premiá-los ou puni-los. Parto do principio que uma evolução infinita produziria uma bondade infinita, uma justiça não apenas para os vivos, para todos, já que o fato de estar vivo ou não depende do tempo, e se o tempo é uma dimensão controlável estar vivo ou morto é apenas circunstancial.

O Juízo Final profético de religiões é para mim apenas uma burocracia de pequenas causas feitas por algum comitê do futuro que lhe ressuscita e analisa seus atos devolvendo-lhe a vida e a memória em algum ponto do universo. Porque se incomodariam? Porque uma evolução infinita implica nisso, um sentido de justiça que chega a todos. Como o tempo é infinito haverá tempo suficiente para fazê-lo. A justiça, como se sabe...é lenta.

Isso não significa que em 5000 anos houve evolução, é um lapso muito curto para visualizar a reta ascendente. Coincido em que estamos numa baixa do zig-zag de altos e baixos. Para ver a evolução humana teríamos que traçar uma reta partindo de um milhão de anos. Me parece que em 2000 anos retrocedimos em muitos aspectos, sobretudo no campo não-tecnológico, nas áreas dominadas pelos preconceitos religiosos e morais que reprimem o pensamento e o prazer.

(Resposta a Teoria da “Involução” do meu amigo Alejandro, onde destaca que se comparássemos a Platão com Steve Jobs, a Julio César com Colin Powell, a Cleópatra com Fraulein Merkel, ou a Michelangelo com...com ninguém, veríamos que os humanos involuiram intelectualmente nos últimos milênios.)

Domingo, Outubro 28, 2007

Vida despues de la Muerte

En la obra antológica “El Mochilero de las Galaxias” de Douglas Adams, un servidor de la municipalidad de Liverpool manejando una excavadora lista para demoler una casa le dice con un megáfono a la familia que tienen 15 minutos para desalojar su hogar, ya que el aviso y plazo que por allí pasaría la carretera había sido publicado en todos los periódicos del país.

Minutos después un estrondoso ruido cubre los cielos con una inmensa nave espacial tipo Independence Day, y se oye por todas las am/fm/tv del mundo, una voz extraterrestre traducida que dice que los terráqueos tienen 15 minutos para desalojar la tierra antes de ser destruida, pues por aquí pasará la nueva vía intergaláctica. Al rato de segundos de incrédulo silencio se ve que alguien consiguió comunicarse con ellos de alguna forma con suplicas, a lo que se oyó: “Como que no sabían?” "Si todo estuvo ampliamente divulgado y publicado en boletines galácticos por todo el cosmos estelar!”

Vale por lo cómico, sin embargo no me parece que eso contradiga las perspectivas de evolución. Seria ignorancia juzgar a un pueblo por las acciones de un grupo. Una tripulación de una nave tiene objetivos fijos como colectar piedras y sacar fotos, sobretodo en una primera exploración, el tiempo después abrirá camino para hacer el resto. Cuando un coche urbano para en un pueblo ignorando a los locales se entiende que estos tienen otros objetivos, talvez solo divertirse, al mismo tiempo de la gran ciudad donde proceden, Chicago por ejemplo, hay otro grupo de personas dedicadas a estudiar y mejorar la situación de estos puebleros. Eso en nuestra sociedad que es archi-primitiva, así que hay que esperar de seres evoluidos una relación altruista similar.

Nosotros tenemos una curiosidad histórica notable, en los que ya murieron, en los pueblos, las momias, queremos saber todo del pasado. Somos impotentes pero si pudiéramos volveríamos o reconstruiríamos los dna, o hasta juzgaríamos a los muertos reviviéndolos para premiarlos o punirlos. Parto del principio que una evolución infinita produciría una bondad infinita, con una justicia no solo aplicable a los vivos sino a todos, ya que el hecho de estar vivo o no depende del tiempo si el tiempo es una dimensión manejable, el estar vivo o muerto es puramente circunstancial.

El Juicio Final profético en todas las religiones es para mi apenas una burocracia de pequeñas causas hechas por algun comité del futuro que te revive y analiza tus actos para después devolverte la esencia vital. Porque lo harian? Porque se molestarian? Porque una evolución infinita implica en eso, un sentido de justicia que busca llegar a todos. Como el tiempo es infinito habrá tiempo suficiente para hacerlo. La justicia, como dicen…es lenta.

Respecto a tu constatación de la no-evolución talvez 5000 años es un lapso muy corto para visualizar la recta ascendente de evolución. Coincido en que estamos en una baja del zig-zag de alti-bajos. Para ver la evolución humana habria que trazar la recta partiendo de un millón de años. Estoy de acuerdo que en muchas cosas en 2000 años se retrocedió, sobretodo en todos los aspectos dominados por prejuicios religiosos que reprimen el pensamiento y el placer.

Muy interesante las comparaciones con Michelangelo, Julio Cesar, Colin Powell, etc. Coincido plenamente. Resalvo que las cualidades físicas y manuales se van perdiendo en la era tecnológica. Pero comparando ciudadanos actuales con tan solo los de décadas pasadas, digamos a mi viejo, a tu viejo, a Oscar Wilde, a profesionales, uno siente la decadencia del ciudadano moderno, la pobreza de espíritu, de principios, de pensamiento. Es preocupante.

Big Bang

El Big Bang fue lo peor que nos podria pasar a nosotros (humanos) en terminos de encontrarle un sentido a la vida. Basicamente prueba que todo empezá hace 15 billones de años.
Quince billones puede parecer mucho tiempo, pero no es nada en relación a 150 billones, o 1500 billones, o a la eternidad.
La vida es una coincidencia de probabilidades y de mezclas y combustiones variadas, silicio, oxígeno, etc. Para que eso evolucione a peces, reptiles hasta mamíferos deben reunirse coincidencias físicas, atmosféricas, químicas como para que perdure y evolucione. Otras formas de vida pueden ser posibles pero tambien dependen de sus condiciones. Ademas para que eso se transforme en vida inteligente que se haga la pregunta Quien soy, de donde vengo? etc las coincidencias y condiciones son aun mas delicadas.
O sea que 15 billones es el tiempo que hubo disponible para desarrollar lla vida, inteligente o no.Me parece demasiado poco. Si hubiese toda una eternidad la posibilidad de desarrollar vida inteligente seria ilimitada, seria posible evoluir hasta ser Dios.
Ahora hay dos opciones hacia adelante:
Si el universo sigue expandiendose eternamente, creando energia (estrellas) permanentemente, fenómeno: La vida tiene un futuro y es posible.
Entretanto si el destino de todo el universo es esfriarse o irse al Big Crunch, entonces la vida no tiene sentido. Ninguna forma de vida va sobrevivir mas allá de este lapso. Conviene uno dedicarse al sexo y saborear nuestra ínfima existencia, sabiendo que las exploraciones estelares o el intento de poblar el universo solo nos mantendrá como especie mientras este dure.
Asi, la evolución estaria limitada de entrada. Mi sueño seria que la evolución fuese constante en un universo perpétuo, siendo alguna forma de vida, (no necesariamente la nuestra) podria evoluir hasta llegar al poder de Dios, junto con su moral y justicia, y dominar las fuerzas del universo, incluyendo sus fuerzas, haciendolo parar, expandir o contrair. (los del planeta de Superman lo habian logrado en parte).
No es algo imposible ya que si pensamos en una evolución linear y constante, el infinito lo posibilita.
Lo cierto es que estamos en un estado tan primitivo de vida inteligente, somos barbaros asesinos que aun vivimos poniendonos fronteras, encima con morales religiosas que impiden el deasrrollo intelectual y los placeres de la vida, aliado a un monstruo creado por la sociedad, El Estado, que en su intento de organizar la sociedad se transforma en un ente con vida propia, que recluta ciudadanos que se nutren de él y despues se vuelve contra el indivíduo e nombre del bien comun.
En este estado de evolución semi-simiesco todo es incierto. La evolución sufre alti-bajos de siglo a siglo e incluso se corre riesgo de extinción.

Judas Iscariote

Apesar de ser agnóstico, acho o estudo da teologia interessante, mesmo que seja como parte de uma antropologia filosófica. Como os mitos tornaram-se credos, crenças e relatos da história da civilização, ajudam-nos a entender a natureza humana inclusive nos conflitos culturais da atualidade.

Neste campo, os trabalhos de historiadores comprometidos com sua fé devem ser considerados com reserva. Para o cristianismo ou o catolicismo, os agnósticos costumam produzir descobertas mais confiáveis que os legados de Santo Agostinho, os papas ou os primeiros livros editados em monastérios. O problema é que o numero de historiadores ou pesquisadores independentes na idade antiga era bastante reduzido.

Vários escritores modernos, como Jorge Luis Borges na literatura, ou Isaac Asimov no estudo da ciência, promoveram em suas obras os trabalhos de pessoas independentes, que raramente encontravam espaço para a divulgação de suas descobertas. Entre elas destaca-se o religioso alemão Nils Runeberg, da universidade de Lund, em 1904.

Runeberg pesquisou exaustivamente o cristianismo e suas origens, não nos livros bíblicos, mas nos fragmentos de tábuas existentes, em restos de papéis de bibliotecas incendiadas no século dezoito, e até nas inscrições de paredes em ruínas e excavações arqueológicas. Seu objetivo era compreender o conteúdo bíblico da fonte mais fidedigna possível, e não simplesmente aceitar o que tinha sido escrito pelos apostoles, séculos após a morte de Jesus.

Na epígrafe do livro "Kristo ou Judas", ratifica-se o monstruoso descobrimento feito por De Quincey em 1857: "Não uma coisa, mas todas as coisas que a tradição atribui a Judas Iscariote são falsas."

De Quincey especulou que Judas entregou Jesuscristo para forçá-lo a declarar sua divindade. Runeberg sugere uma vindicação de índole metafísica. Destaca a superfluidade do ato de Judas. Observa que para identificar um mestre que diariamente predicava na sinagoga y fazia milagres acontecerem na presença de milhares de pessoas, não se requer a traição de um homem. No entanto, aconteceu. A traição de Judas não foi casual. Foi um ato premeditado que tem seu lugar misterioso no plano da redenção. O Verbo, ao fazer-se carne, passou da ubiqüidade para o espaço, da eternidade para história. Para corresponder a tanto sacrifício, era necessário que um homem, em representação de todos os homens, fizesse um sacrifício condigno. Judas Iscariote foi esse homem.

Judas, único entre os apostoles, intuiu a secreta divindade e o terrível plano de Jesus. Morrer crucificado. O Verbo tinha se rebaixado ao mortal. Judas, discípulo do Verbo, podia rebaixar-se a delator, o pior delito da infâmia, e a ser hóspede do fogo que não se apaga. A ordem inferior é um espelho da ordem superior. As formas da terra correspondem as formas do céu. As manchas da pele são mapas das incorruptíveis constelações. Judas é o reflexo de Jesus. Ambos tiveram uma morte voluntária. Ambos seguiam um propósito complexo, interligado com a vontade do Criador.

O plano de Deus, tal como ensina a Bíblia, era a de enviar um filho para a salvação dos homens. A mãe seria a imaculada Maria, que daria a luz a Jesus. Para redimir os males do mundo, Jesus daria sua vida na cruz. Ambos estavam na terra, Jesus e Maria, em carne e osso, protegidos pelo Espírito Santo. O Pai, pelo que se sabe, não desceu em corpo e sangue, preferindo arquitetar o cosmos desde sua posição divina, aqui e em todo lugar.

Runeberg opinava diferente. Deus também desceu para o mundo dos vivos. De incógnito. Não revelou isso a ninguém. Sabia que só Ele poderia completar a missão na terra. A humanidade é obra de sua criação, todo homem foi criado por Deus, recebendo o livre arbítrio e a vontade de escolher seu destino. O homem pode matar, roubar, mentir e visitar todos os pecados capitais. Mas tinha um destino que Deus não podia deixar com homem nenhum. A traição, entregar seu próprio filho Jesus à morte era um destino cruel demais até para o pior homem que jamais viesse a existir, pois nem o fogo da eternidade seria suficiente para redimir este pecado, nem a bondade infinita de Deus poderia jamais perdoá-lo.

Por isso não existiu um ser humano chamado Judas Iscariote. Judas era, na verdade, o próprio Pai feito homem. Ele assumiu para si a terrível e indesejada missão de sacrificar o próprio filho pela salvação da humanidade. Por isso sua obra foi perfeita. O Verbo feito carne, fez-se homem, mas homem até a infâmia, até a reprovação e o abismo. Para nos salvar, Deus poderia ter escolhido ser qualquer um na trama histórica, Alexandre Magno, Pitágoras ou o próprio Jesus. Mas escolheu um ínfimo destino: foi Judas.

Essa pode ser a explicação pela qual se sabe menos de Judas Iscariote do que de qualquer outro apostole da época. Ninguém sabe de onde veio, de quem era filho nem tampouco se tem registros de suas participações no grupo. Foi extremamente discreto. Há quem diga que Judas, o homem, não está ardendo no nível mais profundo do inferno, como afirmava Dante, mas sentado junto ao Deus Pai e ao filho Jesus, compondo a misteriosa trilogia divina da Santíssima Trindade que sempre foi um dos mistérios divinos jamais revelados. Claro, chamamos a terceira pessoa de Espírito Santo, e de que são todos um só. Mas na verdade, eis a trilogia personificada...o Pai, o Filho e Judas. E São todos um. Judas é Deus e Deus é Judas.

Na terra continuamos agindo como os cristãos e os romanos, queimamos bonecos de Judas em cada celebração da Páscoa, ou escolhemos um Judas em qualquer manifestação de ódio. Para não condenar eternamente o nome de Judas como sinônimo do mal, entre os apostoles havia outro Judas, o bom, chamado Judas Tadeu. Até nisso o plano foi perfeito. Muitas pessoas levam o nome de Judas Tadeu, mas não deve existir nenhum com o nome de Judas Iscariote. Assim como ninguém se chama simplesmente Deus.

Nestes tempos modernos onde todos procuram inspiração para sua fé, não me surpreenderia se surgisse uma igreja chamada algo como "Os seguidores de Judas" ou se no futuro ele começasse a atender preces e a obrar milagres. Há muitas coincidências e mistérios na história religiosa, e certamente estes argumentos não são menos lógicos do que outras tradições que se tornaram aceitas pela fé. Da próxima vez que você se deparar com Judas, o delator, pense que existe a possibilidade dele não ser quem aparenta ser, provavelmente você estará vendo o próprio rosto de Deus.

Quem mexeu no meu queijo?

Em algum momento da infância aprendi que Alexander Fleming descobriu a penicilina, o precursor dos antibióticos e da medicina moderna. Lembro também das circunstancias que o levaram a esta descoberta. Estava observando o mofo que se desenvolvia em um suculento queijo da sua casa. As bactérias benignas despertaram-lhe a curiosidade e foram o ponto de partida para sua investigação.

Hoje esse exemplo me chama a atenção não pelo lado da medicina ou da ciência, mas pelo choque cultural na sociedade moderna. Cultura está mais perto de algo antigo, velho, opaco, sujo e....podre? E não é verdade que tudo que é novo brilha e possue uma limpeza plástica? As ondas culturais vão a caminhos opostos. No nosso jovem planeta, a Europa é o berço cultural da civilização ocidental. Lá o vinho e o whiskey são melhores quanto mais velhos. A moda das passarelas é bem variada mas o que se vê nas ruas são pessoas vestidas de uma forma casual, um vestuário forte para resistir ao clima, duradouro, versátil, e onde nem sempre o cinto ou as botas estão reluzentes. Isso seria de mau gosto. Arrumadinho demais, como se costuma dizer.
Lugares onde se misturam os ternos com as bicicletas, onde ter um bom penteado é estar levemente despenteado e onde ser charmoso é parecer ter a barba por fazer. Perfumes maravilhosos, cheiros mareantes, e nem por isso trata-se de um povo conhecido pelos seus freqüentes banhos e hábitos de limpeza.

Ainda pode-se fumar com certa liberdade...em alguns paises, como na Holanda, fuma-se um pouco de tudo. Meninas elegantes armam seus próprios cigarros com papel de seda nos trens e nas vias publicas. Eu sei que a campanha contra o cigarro é mundial. Mas parece que nesse berço cultural ela não tem a mesma força. É como se contestar as ideologias de massa seja mais importante do que a ética do certo ou errado. Pelo menos os programa de auditório não são muito comuns por lá.

Cachorros andam com seus donos e podem entrar em lojas e restaurantes. Menos nos shoppings. Porque shopping é algo novo, reluzente, pisos de mármore ou granito encerados exageradamente. Coisa americana que pegou. Mas nada a ver com cultura. Por isso cão lá...com esse tipo de gente de shopping...não tem vez. Mas é só entrar numa livraria cult para ver os simpáticos cachorros tirando uma soneca no tapete enquanto seus donos matam um pouco o tempo e sua sede cultural. Os edifícios, as árvores centenárias, tudo é valorizado pelo seu índice de antiguidade e estado de deterioração. Isso se reflete no vestir, nos acessórios, nas inúmeras ondas retro que florescem a cada temporada. Ora, você quer um CD? Você ainda está nessa? Os entendidos agora voltam a ressaltar as qualidades sonoras do vinil e ter uma vitrola em casa passou a ser o "must" dos bons apreciadores da musica.

Longe de tudo isso, aqui no Brasil, vivemos perseguindo tudo o que é novo, reluzente. Seja na moda, nos costumes, na cerâmica, no mármore, na telha, na maquiagem, nos seios...bem, a cultura também não é de ferro. Tudo é proibido para preservar a limpeza, a saúde, o silencio. Nada de fumar, nada de cachorros, bicicletas não podem estacionar na calçada, só no meio fio. Entretanto, os níveis de higiene e saúde são de temer. A África está pior do que nós. Olhamos para a África e vemos um monte de mato e casas de palha e barro. Concluímos que progredir é ir em direção oposta. Ir do mato para o cimento. Da palha para a cerâmica e o mármore. Da bodega para o shopping.

Na semana passada fiz uma rápida viagem a São Paulo. Sem nenhum impulso consumista, só comprei mesmo algumas revistas e um livro. Mas trouxe também um queijo camambert que comprei no supermercado. Adoro camambert. Aqui no nordeste ninguém gosta muito e isso me penaliza pois os supermercados locais não oferecem camambert nas prateleiras. Pra falar a verdade, nossa cultura de queijos não vai muito além da mussarela e os regionais...e com isso nossa qualidade de vida fica um tanto monótona. Para quem não conhece o camambert, é um queijo que não precisa de refrigeração, simplesmente porque ele é mais gostoso quando....apodrece. Isso mesmo, na própria embalagem instrui-se a deixá-lo a temperatura ambiente e só consumir após trinta dias. Engraçado, enquanto todos os produtos aconselham consumir até (tal data), com camambert é o contrario.

Voltei contente da viagem, sabendo que iria ter tardes de chá com torradas e camambert como na minha infância. Porém não imaginava o choque cultural pelo qual meu precioso queijo iria atravessar. Primeiro, tive que lidar vários dias com a tendência da nossa faxineira a tentar nos ajudar a manter a cozinha limpa e organizada guardando o camambert na geladeira. De nada adiantava explicar que o queijo na geladeira perdia seu aroma e sabor, não lhe parecia algo limpo e civilizado. Quando expliquei que estava aguardando o queijo apodrecer a faxineira decidiu procurar outro emprego, talvez assustada com este maníaco mórbido. A falta de tempo fez com que a faxineira seguinte não recebesse muitas orientações, e justamente quando o camambert atingia seu estado mais esplendoroso, cheguei à noite em casa para descobrir o queijo no lixo e a cozinha impregnada com um forte cheiro de desinfetante.

Todos se lembram de Flemming e da descoberta da penicilina. Mas poucos questionam o que fazia este grande cientista com um queijo apodrecendo em sua casa. Tenho certeza que devia ser um camambert ou uma de suas muitas variantes. Assim são as diferenças culturais. Contraditórias. Antagônicas. Quando um vai o outro já está voltando. Gosto de ter minha casa limpa e arrumada, as vezes, mas sem exagero. E se houver um pouco de poeira, e se meu cachorro pular em cima da cama...não vou me importar. Afinal, minha casa não é um shopping.

Os Veleiros

Quando o ser humano quer representar, gráfica ou fotograficamente, ou de qualquer forma visual, uma imagem de prazer e de qualidade de vida coloca a imagem de um veleiro. Seja em segundo plano, ao fundo ou como mera decoração, parece estar consolidado no subconsciente que um veleiro ajuda a representar o sonho que a imagem pretende mostrar. Preste atenção, um grande numero de imagens que mostram paisagens bonitas tem um veleiro para confirmá-la.

Assim, propagandas de hotéis luxuosos incluem um veleiro no cenário. Férias em lugares badalados ou exóticos mostram um veleiro, de preferência com alguém em biquíni bronzeando-se no convés. Mesmo quando o cliente alvo será um simples banhista de piscina ou de litoral, o veleiro é utilizado para vender férias relaxantes e situações paradisíacas.

Se uma reportagem promove uma praia ou uma cidade, ela destacará imagens de veleiros pela bahia, mesmo sabendo que, salvo algumas poucas dúzias de pessoas, os outros milhões da cidade não chegam nem perto desses veleiros.
Os pôsteres de agências de turismo apresentam veleiros nos destinos litorâneos, embora quase ninguém (no Brasil) de fato embarca num veleiro no destino escolhido, muito menos adquire um ou participa desta forma de vida.

Muitos quartos de crianças são decorados com veleiros, mas é raro que esta criança seja incentivada para a vela pelos pais. Veleiros nas paredes, num copo, veleirinhos no pijama, na roupa, uma imagem simpática bastante repetida como sinal decorativo, representando algo bom, feliz, algo que as pessoas querem emular pela sua qualidade de vida. No entanto, a empatia não passa da intenção para a prática. Já quando as imagens são de cavalos ou carros, ao invés de veleiros, é mais fácil que o individuo tome contato com eles. Parecem tratar-se de sonhos possíveis de serem realizados.

De fato, crianças acabam andando a cavalo de verdade ou se apaixonando por carros ou motos. Porém os veleiros ficam apenas como um símbolo inexperimentável fora dos bordados do pijama na infância. Talvez por ser uma atividade extremamente cara, os veleiros no Brasil são como a pedra preciosa. Todos lhe fazem referência...mas na hora H acabam usando uma bijuteria.

Seja em restaurantes, clipes de musica, propagandas de cartão de crédito, refrigerante ou perfume, um veleiro representa uma forma de exclusividade almejada pelo publico alvo. Representa estilo, paz, felicidade, classe, bom gosto, tranqüilidade, aventura, exotismo e muito mais. Na verdade, o veleiro enaltece qualquer produto ou pessoa agregando-lhe valor. Claro, se for sabão em pó ou extrato de tomate é melhor tomar como referência um parâmetro mais popular. Me refiro aqui as coisas que são colocadas no topo das expectativas de consumo e lazer social.

O curioso é que o Brasil é dono de um dos litorais mais extensos do planeta. A pouca intimidade do brasileiro com o iatismo deve-se obviamente ao seu baixo poder aquisitivo. Sendo uma atividade cara, a maioria da população fica excluída deste tipo de lazer, para os brasileiros, bastante exótico. Mas o Brasil é um país de fortes desigualdades de renda. Isso quer dizer que assim como existem os extremamente pobres, há os extremamente ricos. E estes, sabemos, não são poucos. Mesmo assim o descompasso de conhecimento e afinidade com a vela não guarda relação com o numero de pessoas que, financeiramente, teriam condições de se envolver com esta atividade.

Há muito suspeito que a vela é uma dessas coisas que tem um fundo cultural, sem relação proporcional ao seu valor financeiro. Uma dessas coisas em que o "novo rico", apesar de poder, acaba não entrando, fazendo com que seu valor distinto e exclusivo continue impassível como sinal numero um de padrão de vida. As atividades aquáticas podem listar-se da mais simples e barata, até as mais sofisticadas e caras. Do simples banho à beira mar, as pranchas de surf, os snorkels de mergulho, o windsurf, o jet-ski, a canoagem, até as lanchas, veleiros e iates. Tem para todos os gostos e bolsos. Cada uma delas é fantástica e divertida. O numero de pessoas que tomam banho contam-se aos milhões, o numero dos que fazem surf são centenas de milhares, os que fazem canoagem ou wind, dezenas de milhares, os que se dedicam a lanchas ou ski, milhares, e os que optam por veleiros, ...apenas algumas centenas.

A lancha a motor, ou iate, é o produto preferido daqueles que tem mais. A principio, parece lógico aceitar que o barco a motor, com luxo e velocidade, que requer pouco esforço e trabalho, seja preferido por quem tem dinheiro e só quer relaxar. Isto é o que acontece no Brasil. A relação entre o iate e o poder financeiro é diretamente proporcional. Os veleiros, ao contrário, não seguem esta mesma relação. Embora tenha um peso financeiro, a vela tem padrões irregulares entre seus praticantes.

Entretanto, no mundo, é fácil estabelecer uma relação diretamente proporcional entre a vela e o nível cultural das pessoas, se é que podemos alocar a esta algum tipo de medição. Assim como sabemos que o nível cultural de um país pode ser medido pelos livros per capita lidos por ano, podemos estabelecer uma relação semelhante entre os amantes do iatismo e o nível cultural de um determinado grupo social.

Ao igual que os livros, o Brasil mantém um nível baixíssimo de praticantes de iatismo. Perfeitamente condizente com seu nível cultural. Ao igual que os livros, presentes nas prateleiras e na vida das pessoas, mas pouco lidos, os veleiros estão presentes nas imagens idílicas do dia a dia do cidadão, desde a estampa na camiseta até o quadro na sala. Dai a de fato envolver-se com eles...pouco, como os livros. A comparação com outros países apenas confirma a regra.

Países até menos fortes economicamente que o Brasil, mesmo na América do Sul, mas com melhor histórico cultural, como Uruguay ou Argentina, tem uma concentração de veleiros muito maior. Como se explica que existam mais veleiros na Argentina, um país quase sem praias e com um sexto da população, do que no gigantesco Brasil? Da próxima vez que assistir a uma corrida de Formula 1, pela TV, em Mônaco, o centro da realeza européia, observe a concentração de veleiros nas águas. Mesmo na Inglaterra ou na Escandinávia, regiões frias e com litorais ásperos, a concentração de veleiros é significativa. No Mediterrâneo, não existe cidade costeira que não esteja abarrotada de veleiros. Nos Estados Unidos, é raro um núcleo familiar de litoral que não possua um. Em algumas cidades médias brasileiras podemos contar os veleiros com os dedos das mãos.

Pergunto-me às vezes quando será que os brasileiros vão despertar para a vela. Falta muito. Não será quando melhore a renda, pois pelo que sei hoje o aumento de renda só faz aumentar o numero de lanchas, não os veleiros. Se alguém estiver interessado não adianta procurar uma revista especializada em veleiros nas bancas. Neste grande Brasil não tem nenhuma. A Náutica, especializada em lanchas, dedica apenas um pequeno espaço de dez por cento aos barcos a vela. Tampouco existem fabricantes em série de veleiros no nosso imenso Brasil. Os poucos existentes são de projetos importados ou nacionais de qualidade abaixo das expectativas. Assim é o Brasil. Pode-se conhecer sobre seu povo simplesmente analisando uma atividade de lazer como o iatismo.

Aos poucos o aprendizado vem e haverá um despertar na atividade. Não será mais um estilo de vida só de loiros, estrangeiros, ou brasileiros com sobrenomes complicados que moraram ou se desenvolveram fora. Será mais uma paixão nacional. Tudo chega a seu tempo. Por enquanto, o carro zero, a moto, a casa de praia ou o shopping ainda são prioridades na boa classe média. Como bom darwiniano que sou, acredito na evolução. Afinal, quem lembra do Brasil de 30 anos atrás, quando cão de raça era um pequinês, vejam como melhorou a imaginação das pessoas, hoje até já pronunciam nomes como Schnauzers e Rotweillers. Quem não se lembra dos tempos do Brasil de carros sem ar condicionado. Ninguém se incomodava muito com isso, apesar do clima tropical, ao ponto que até hoje as fábricas insistem em oferecer o ar como "opcional", ao contrário de qualquer outro país do mundo.

Ahhhhh..., o consumo sedutor. Certas coisas, como a internet ou os celulares, só surgem quando a tecnologia as viabiliza. Outras, sempre existiram, mas só surgem com a evolução social e cultural das pessoas. Não chegue a pensar que meu sarcasmo snob desta abordagem me inclua em alguma categoria particular. Sou brasileiro. Não tenho veleiro. Ainda. Mas isto não me impede de escrever estas linhas, fúteis ou inúteis, provocativas, cortantes como as esteiras de espuma deixadas por um veleiro em direção a um horizonte melhor.

Sábado, Outubro 27, 2007

Mais sobre TAM e Congonhas - Acidente

Hace una semana un F-27 de Pantanal se pasó de largo y trompo y se rompió a metros de la barranca (es una caida de 15 metros) del final de la pista. Los pilotos venian diciendo que Congonhas estaba imposible de peligroso despues de las obras (pusieron un asfalto sin el grooming, ranuras para disminuir el patinaje) y segun ellos la pista mojada era un jabón.
Esto dice respecto a la responsabilidad del gobierno, sumado al factor Congonhas, pista corta y sin areas blancas, con la urbe alrededor. Construyeron una pista auxiliar pero dió igual. Sumale las corrupciones de licitaciones de obra (vos sos arquitecto) asi que te imaginas que la culpa la tienen las diferentes esferas publicas de un gobierno que es fiel a la cara del pueblo.
Por otro lado el Airbus A320 es tecnológico, tiene joystick al costado, o sea no opera hidraulicamente alerones y timones sino que transmite señales digitales a un computador. En el vuelo inaugural en los 80 se hizo mierda en Francia de la misma manera, pasó rasante para las fotos y despues el piloto quiso despegar y el computador queria aterrizar.
El A320 parece que es un buen avión siempre y quando no tengas que abortar despegues o aterrizajes. Es el exceso de tecnologia y hay un gran repudio de pilotos contra este modelo y otros que no dejan que en situaciones de emergencia que "el piloto asuma el comando"
Si de repente le tenes que pegar un porrazo al pedal o al joystick para corregir una actitud, el computador interpreta como un comando de error y no lo responde. Justo anteayer estaba viendo en discovery un caso de un 747 de China Airlines, que al fallar una turbina a 30 mil pies, siguió volando porque el avión puede perfectamente, y los pilotos e ingeniero se dedicaban a intentar re-ligar la turbina fallada o analisar sus motivos....y ..."el piloto, concentrado en un pequeño problema que ni siquiera era suyo, sino del ingeniero...se olvidó de pilotar el avión"
Lo dejó en piloto automatico y se sabe que el automatico corrige la falta de un motor un poco, pero siendo la corrección creciente hay un limite, asi que de a poco el avión tildó hasta invertir y cair en picada. El piloto vió el ADI y pensó que el habia fallado porque estaba dando vueltas locamente. Cuando se dieron cuenta de la situación consiguieron salir de la picada a dos mil metros del piso.
O sea, el piloto al haber falla de motor debia haber desconectado el automatico, puesto sus manos en el volante y sus pies en los pedales y ...hacer una saludable musculación. En cambio se quedó sentado apático y en la rutina de con los dedos chequear botoncitos y mirar lucecitas.
El piloto tiene que volar el avión! Hay momentos que el comandante o el piloto tienen que tener la obligación y la posibilidad de asumir el comando.
En el 747 el piloto falló por no asumir su responsabilidad, en el caso del A320 de ayer, el avión no lo dejó asumir esa responsabilidad. Ese es el defecto del sistema tecnológico del airbus, en algunas situaciones muy críticas de decisión, y reuniendo condiciones peligrosas como las de congonhas, el exceso de tecnologia impide que se tome una decisión de emergencia, porque el computador y las configuraciones del avión están obedeciendo otras ordenes.

Acidente Airbus TAM


Está claro que a manete de aceleração direita estava na posição "climb" ou seja full power.
Embora o piloto automatico tivesse sido desconectado antes de tocar no solo, o (autothrust)
continuou controlando a potencia.

As Duas causas Principais
1) Nos Boeings ou outros aviões o comandante deve ter sua mão direita permanentemente nas manetes.
Todo piloto sabe que no pouso sua mão deve estar nas manetes, mesmo que apenas acompanhando por precaução.
Todo piloto sabe que não ter as mãos nas manetes (pouso/decolagem) é motivo de reprovação em qualquer exame prático.
Mas o Airbus é um dos poucos aviões que não exigem isto, por ser fly-by-wire e ter o autothrust automático.
Se o piloto tivesse tido as mãos nas manetes (como nos Boeings) teria percebido imediatamente que uma delas estava na posição errada.

2) Era noite. A cabine estava iluminada, a iluminação do Airbus é diferente, como o avião é muito tecnológico as luzes se concentram
com maior intensidade nos monitores do painel computadorizado, deixando menos luz em peças "mecanicas" como manetes, alavancas, joystick, etc.
A intensidade dos instrumentos tipo "monitor de computador" reflete e brilha deixando escuros outras partes da cabine, entre elas, a manete.

Conclusão
A manete do Airbus é de cor Preta.
A manete do Boeing é de cor Branca.

Na escuridão da cabine noturna a manete do Boeing é mais visível (por ser branca), mesmo quando não atingida por uma luz direta.
A do Airbus por ser preta as vezes fica em sombras escuras e pode levar ao piloto, concentrado em atividades rotineiras do pouso
noturno e cegado pelo reflexo e brilho dos instrumentos, e não perceber a posição da manete na posição errada. Em 15 segundos
foi isso o que aconteceu.

Vejam a foto deste Airbus A-320 e percebam que dificil é enxergar a manete.
Somem a isto a chuva, a rotina do pouso, leitura de instrumentos, etc.,

Falha do Piloto em não perceber a posição da manete errada na cabine de um Airbus deficiente em iluminação e com cores inadequadas,
sem alarme de posição desincronizada de potencia e com autothrust que não requer a mão do piloto acompanhando.
Falha do piloto 50%
Falha da Airbus 50%

Segunda-feira, Agosto 20, 2007

ALBERTO SANTOS DUMONT

ALBERTO SANTOS DUMONT
“The importance of being Wright”

The way history is written can frequently raise an eyebrow, but it’s not about facts that occurred in ancient times that worry us, when information records were scarce or unavailable. Did Columbus really discover America? Did the encounter between David and Goliath ever take place? The truth is we are happy to accept the myths and stories of our civilization, even when mixed in a grey interpretation of facts. It’s the modern centuries that bother us with some disputable claims, right in the heart of our so called information society.

Henry Ford invented the automobile, or was it somebody else in Europe? A rich american businessman bought the Star Line ship company early in the century, pretending to own the largest and fastest ship in the world. Tragically the Titanic sunk on her maiden voyage in May 1912, and from that date much was spoken about the “british” ship or its irish shipyards, and less about the ambitious american initiative. Later the allies won the war, a step that enabled further dominion of information and ideology.

I remember my childhood in the sixties, deep in the east-west conflicts of the cold war years, which affected the way information was reported in nearly every nation of the world, whether lined up with one side or the other. Russian Yuri Gagarin was the first man in space in 1959, an undisputed fact broadcasted by radio and television. But it was common among align states of western countries to hear much about John Glenn, and less about Gagarin. Although the russian astronaut was duly recorded in books and encyclopedias, the name of John Glenn, the first american in space, was promoted far beyond its russian counterpart, up to the point when the average street man had difficulty recognizing who was really first.

Being first was paramount for the war winning and powerful United States. Second place was not fit for their place in history, a young striving nation with an eager desire for success. J.F. Kennedy and Richard Nixon understood this well, and both presidents worked hard to fulfill the dream of putting a man in the moon before the end of the sixties. A man from the United States of America. Few things can boost a nation’s pride like this one, and they certainly deserve it. It was such a marvelous achievement that we cheered together in brotherhood, as this was a true big step for all mankind.

Probably the most spectacular outcome of the industrial revolution seen in the twentieth century was that man took off to the skies. Learning to fly was a dream pursued since primitive dawns, from Icarus to Leonardo Da Vinci. Looking up and flying as a bird seemed like a myth reserved to the gods, the ultimate power no mighty conqueror had mastered, dominate lands, seas….and the skies. Going to the moon and beyond is nothing else than the departure from land, the take-off from a two dimensional world to the unlimited boundaries of space. Flying was our finest hour in the twentieth century. The starting point of a new civilization.

So who was first to fly? History attributes it to the historic flight of the Wright brothers in December 1903. Some claim the Wright brothers flight was assisted in some way, in an unsupervised event, with only some uncertified testimonial presence, members of the public from the modest Kitty Hawk rural village, with little knowledge of aviation, aerodynamics or why they were there. The whole project was a secret, and members of the press were kept away, which made confirmations of flying properties even more questionable. The prototype was launched in December 17th 1903, with Orville Wright hanging on in position rather than in control of commands. The machine full of synergetic energy enabled it to stay aloft for 12 seconds, helped by an on-board engine, covering a distance of 120 feet. Subsequently, longer flights were claimed to have been made, all under the credibility of the tellers.

Roughly two years later an important event took place across the Atlantic, in France. There, Alberto Santos Dumont flew his 14-Bis in the first homologated flight in the world. Homologation is a well-known word to americans, specially the FAA. Nothing in aviation goes forward without homologation. On October 23rd 1906, the 14-bis took off covering some 200 feet by self-propulsion means. Several Aviation and Aeronautical institutions of France and Europe registered the technical details of the flight, effectively considering it the first controlled powered flight in aviation history.

Recently the internet has been a forum for debates about the first powered controlled flight in a machine heavier than air. Many Americans have reacted with surprise to the existence of a certain Santos Dumont, unknown to the vast majority of the population, and even more surprised he was a native of Brazil. Basically the debate has fueled with the internet and the globalization of communications, since it remained nearly idle for decades. It was probably this silence, the lack of countering or protest, that settled the matter early in history as it is known today.

Nowadays all records, marks or achievements need official verification and approval. You cannot enter the Guiness book by having just eyewitness reports. You cannot claim athletic records in unofficial events. By today’s standards the Wright brothers flight would have been considered “not valid”, while the scientifically documented in papers and media of the Santos Dumont flight would prevail as the inventor of flight. But in 1903 it was different.

There is an old saying, “the winner usually makes the rules”. A powerful and influential society that was also responsible for much of the world progress in the last century found several reasons to justify the Wright brothers as “the” first flight. Santos Dumont´s flight was made in France, and although he was adopted by the french community, his brazilian nationality must have persuaded the French not to fight back defending his role as much as he deserved. After all, Alberto wasn’t a genuine frenchman. Who should argue in his defense? The English? Italians? Perhaps the Germans? Certainly not. Some people even claim Santos Dumont was a result of a fantasy from the Vargas dictatorship government that boosted nationalism and idealized his unprecedented case.

The brazilians needed to come out and speak for his hero, present proofs and accountability of his actions in quality and number. To say this was possible for Brazil in the decades that followed 1906 was probably too optimistic. The number of bilingual intellectuals who could disseminate letters of scientific value in the english language was limited indeed, despite some brazilians claiming the opposite. Even today I am often astonished to find a lack of orderly and intelligent argumentation of facts that could lead to constructive ideas, instead finding some of my nationals quick to show passionate positions translated in few words of angry demonstrations, many out of the anxiety of being unable to express themselves appropriately in a foreign language. Their fumes do little to help Santos Dumont’s legacy, and they certainly will not re-write history.

Undoubtedly textbooks and history will ascertain the Wright brothers as the inventors of flight. There is no dispute against this, and considering their pioneer work and the whole industry built on their epic efforts, they deserve all the credit. However, for us down here in Brazil will always consider Santos Dumont as the father of aviation, the one that made the first flight as we know it, took control of a powered aircraft, rolled down a runway path, took off, flew in the air, maneuvered and landed safely. On the same principle as a Boeing or any aircraft does it today. Your attention please, ladies and gentlemen, fasten your seatbelts, may I introduce to you Alberto Santos Dumont. When his 14-Bis was ready for take-off he ordered his ground assistant to unlock the wheels, expressing a now powerful phrase in aviation history: Let’s roll…

Domingo, Setembro 02, 2001

Uma Mente Bonita

Acho que como todo mundo, nunca compreendi bem as traduções que se dão aos títulos dos filmes estrangeiros no Brasil. Se for para tornar o conteúdo do filme compreensível para a maioria da população, temos que ser conformistas. Por "maioria", entende-se um universo populacional que precisa de uma linguagem básica para poder decidir o que assistir. Como estamos falando apenas do público que freqüenta as salas de cinema, não quero nem pensar qual seria a média do índice de compreensão da população geral.

Dois Caras da Pesada, Uma Família do Barulho, A Casa do Espanto, Um Tio Muito louco, Umas Férias Malucas , etc., são títulos que acabei de inventar, mas com certeza você já associou eles a algum filme. Isto porque são expressões que se repetem em inúmeros filmes, desde a época da censura, nos anos 70. Um trabalho que começou com os próprios censores, que tanto tinham autoridade para cortar cenas como para escolher o título em português. O costume continua hoje regulamentado por não sei que órgão do Ministério da Educação e Cultura, e desconheço o grau de instrução dos responsáveis, mas como agora os cargos públicos são bem remunerados, os concursos públicos concorridos, e o grau de instrução dos aprovados é de diplomados universitários, me envergonho pelo pobre desempenho que proporcionam a sociedade.

Para alguns títulos pode ser difícil achar uma tradução literal, outros nem sequer precisam, já que levam o próprio nome do personagem. "Shane", um clássico faroeste da década de 50, leva o nome do personagem, adivinhem...Shane. Mas lá pelos idos anos 50, o Brasil ainda estava longe da globalização lingüística, poucas pessoas falavam inglês e não havia internet. Ao escolher o título, alguém deve ter pensado que a população brasileira se atrapalharia na pronuncia e compreensão da palavra Shane, e isso talvez prejudicasse a audiência. Decidiram titulá-lo: "Os Brutos também Amam". Um título por demais explicativo. Qualquer um deduziria que no filme tem um "bruto", um macho, vaqueiro, bravo, pistoleiro, mas que sendo o protagonista era no fundo um bom homem, capaz de amar. Magistral! O censor que escolheu esse título deveria ter ficado orgulhoso. Deviam fazer isso com todas as obras. Tornar os títulos um rápido resumo da peça. Ao invés de Romeu e Julieta, poderia ter sido "Dois Jovens numa Complicada Paixão".

Mutilar obras, sejam de Shakespeare ou de Jorge Amado, é uma coisa que gostaria de ver proibida. Nós que gostamos tanto de proibir não deveríamos limitarnos só ao fumar ou as coisas que essa "maioria" costuma julgar indecente. Nivelar sempre por baixo prejudica o avanço cultural como um todo. Não acredito que "Gabriela" poderia ser traduzida alguma vez na Escandinávia como "Uma Morena Muito Sensual". Será que não existe ninguém, um supervisor, um chefe, um Secretário, a frente do departamento competente para mudar este hábito que não beneficia ninguém? De que vale ter revistas semanais elogiadas por suas matérias, se certos leitores que as carregam baixo o braço produzem resultados como estes.

A situação em pleno século XXI não mudou muito, apesar do que diga o IBGE, os títulos de filmes continuam sendo um reflexo de que nosso nível cultural é inversamente proporcional a nossa massa territorial. Despontam pequenos progressos, afortunadamente deixaram o filme "Matrix" com seu título original, um termo adequado aos tempos da informática, que significa o plano mestre, a estrutura principal, a formula original. Os que estão atualizados são capazes de compreender sem problemas, e os que não estão ao menos sentirão uma ponta de curiosidade e tentarão pesquisar seu significado, mesmo que seja perguntando ao vizinho. Tudo contribui para um aumento do conhecimento geral, e é muito melhor do que titular o filme "Destrutores do Futuro"..ou coisa parecida.

Porém quando a tradução perfeita seria a pura e simples tradução literal, eles não perdem a oportunidade de deixar sua marca para a posteridade. No inicio do ano assisti ao premiado filme "A Beautiful Mind", e desta vez a tradução em português não incomodou a quase ninguém, exceto a mim. "Uma Mente Brilhante" parecia ser uma ótima escolha, e as pessoas gostam de mentes brilhantes. Também gostam de corpos bonitos. Engraçado, parece que são adjetivos específicos. Um corpo é sempre bonito ou feio, forte ou fraco, mas não teria sentido chamar um corpo de "brilhante". Por sua vez, uma mente, um cérebro, pode ser brilhante, inteligente, mas não temos o costume de chamar as capacidades intelectuais, sempre frias e elitistas, como algo "bonito". Mas neste filme em particular, tudo o que se queria mostrar era que uma pessoa, apesar de ser diferente, de ter problemas, de não ser como todo mundo, podia ter uma mente...

Se os criadores do filme não pensassem assim teriam titulado o filme de "A Brilliant Mind". Tudo tem um propósito na arte da criação, e não deveria ser permitido que terceiros alheios ao processo distorçam uma obra escrita, sonora ou filmada. Longe de defender uma instituição como a hollywoodiana, que de cultural tem pouco, além de ser conservadora em excesso. Embora o filme destaque a beleza dessa mente, a considera perigosa para a sociedade. Assim como fazem os que escolhem um título adequado em português, os enfermeiros sociais tentam aplicar remédios em tudo o que seja diferente. O bonito é perigoso, o brilhante é diferente e ser igual é ser uma pessoa legal, na lei e no social. Não pretendo que todos consigam ler nas entrelinhas, mas os que conseguirem podem até achar esta "uma crônica bonita".